frase do dia: ‘a homofobia é mais uma constatação da perda da ternura no mundo, ser
preconceituoso com os LGBTs é retroceder; além de prejudicar o crescimento humano.’

(letícia spiller - atriz brasileira)

última atualização: 19/08/2009 20:36:42

sábado, 23 de maio de 2009

filme: omaret yakobean

título no Brasil: 'o edifício yacoubian'
gênero: drama
origem: egito
ano de lançamento: 2006
direção: marwan hamed
roteiro: wahid hamid, baseado em livro de alaa' al-aswany
elenco: adel imam, nour el-sherif, hend sabri, khaled el sawy, bassem samra

O Edifício Yacoubian - filme

Alaa' Al-Aswany, dentista do Cairo, Egito, um dia teve um consultório no Edifício Yacoubian. O que viu, as pessoas com quem conviveu, e a sua imaginação, originaram aquele que veio a se tornar o livro mais vendido em língua árabe. Publicado em 2002, o livro transformou-se em filme. A sociedade árabe, mais especificamente a egípcia, foi retratada em suas faces mais obscuras pelo diretor egípcio Marwan Hamed, na época com 29 anos.

Na cultura egípcia não existe a amizade entre homem e mulher, o homem tem mãe, irmã, filha, mas não tem amigas. Casais não andam de mãos dadas nas ruas, seria afeto demais. Mas, homens andam de braços dados e são carinhosos com seus amigos. A figura feminina, principalmente a da mãe, é importantíssima e respeitada, mas é também onde uma mulher que se atreve a caminhar na rua sem usar o hijab, o tradicional véu, corre o risco de levar pedradas na cabeça.

Edifício Yacoubian, no CairoO Yacoubian é um dos prédios mais antigos e interessantes do Cairo, e é ele que o diretor usa para tratar de temas tabus em seu país, como sexo, drogas, homossexualidade, tortura e aborto. O filme bateu recordes de público e causou a ira dos políticos, que quiseram censurar as cenas em que um respeitado jornalista se relaciona com um soldado. No prólogo, é contada a história do prédio, construído em 1934 por Hagop Yacoubian, um rico negociante armênio, e que abrigou as famílias abastadas e depois, no tempo de Nasser, muitos militares.

É nesse ambiente que circulam personagens interessantes: o idoso engenheiro Zaki El Dessouki (Adel Imam) um playboy decadente que divide o apartamento com uma irmã que é uma víbora e parece ansiosa em se livrar dele. Hajj Muhammad Azzam (Nour El-Sherif), engraxate na juventude que transformou-se em poderoso homem de negócios, que sob a capa de uma religiosidade impecável alcança, à custa do tráfico de droga, a situação de milionário e a respeitável posição de deputado. Buthayna Al Sayyed (Hend Sabri), uma jovem pobre que para sustentar a família aceita manter uma relação sexual com o patrão, desde que, a conselho da mãe, conserve a virgindade. Hatem Rachid (Khaled El Sawy) famoso jornalista homossexual iniciado no sexo ainda muito jovem por um criado núbio, e que é amante de Abd Raboh (Bassem Samra), um soldado casado e vítima dos preconceitos morais da sociedade. Quando, inesperadamente, morre o seu filho, a esposa, que não ignora a sua relação homossexual com o jornalista, faz com que ele creia que a morte da criança é o castigo de Deus pelos seus pecados.

No livro de Al Aswani, é o soldado Raboh que mata o jornalista seu amante, mas no filme foi um rapaz desconhecido que é levado para sua casa num instante de desespero. Enfim, o autor do livro e o diretor do filme afrontaram os principais tabus da sociedade egípcia: a corrupção e o oportunismo, o fundamentalismo religioso, o terrorismo e a repressão policial, a hipocrisia moral e religiosa, a intolerância e a ignorância. Os desencantos de qualquer sociedade.





Clique no banner abaixo e apóie a aprovação do PLC 122/06. Em menos de 1 minuto, você assina o abaixo-assinado, envia seu voto para os 81 senadores e ainda indica a Campanha para seus amigos.

não homofobia

4 comentários:

Mih disse...

Parece ser exelente! (:
E sobre confundirem Kush com Dali esse é um fato. Meu melhor amigo mostrou-me uma obra crente que era de Dali, para um trabalho, porém era de Kush. Muitas obras do surrealismo realmente se mesclam.

Obrigada pela visita.
E não suma !

ɐlıɯɐɔ disse...

minha namorada tb era mais depois mudou. ela odiou a ideia mais ta se acostumando.. bjks linda..

Laila Braga disse...

Estava comentando com um amigo sobre, na noite passada...

¿ llolinha disse...

oi maravilha
olha tenho que te agradecer, meu blog ganhou cara e personalidade.. muita coisa agradeço a ti...
o nome foi de fundamental valia, quando li seu comentario la, me eu um estalo e troquei tudo, mais uma super mudança, brigada fiz um presente pra vc, xeros....