frase do dia: ‘a homofobia é mais uma constatação da perda da ternura no mundo, ser
preconceituoso com os LGBTs é retroceder; além de prejudicar o crescimento humano.’

(letícia spiller - atriz brasileira)

última atualização: 19/08/2009 20:36:42

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

filme: milk - a voz da igualdade

A cerimônia do 81º Oscar aconteceu neste domingo 22/02/2009. ‘Milk - A Voz da Igualdade’ recebeu oito indicações. Sean Penn ganhou o de melhor ator por sua interpretação como ativista gay.

Milk - A Voz da Igualdade

O filme do diretor Gus Van Sant (também gay), não conta apenas a história do ativista gay Harvey Milk (1930 – 1978), o primeiro militante gay a ser eleito para um cargo político nos EUA, como também retrata a luta dos homossexuais contra a política de represálias que se formou na década de 70, na cidade de São Francisco (EUA).

Na data de seu aniversário, Harvey (Sean Penn) comemora ao lado de seu novo namorado Scott (James Franco), mas sente-se um pouco frustrado por ter acabado de completar 40 anos e ainda não ter feito nada, em sua percepção, de relevante na vida. Neste dia, o quarentão ainda não sabia que, dali a algum tempo, seu próximo aniversário seria com uma grande festa no bairro de Castro. Afinal, Harvey Milk se tornaria o primeiro político assumidamente gay de São Francisco.

Tal conquista não foi tão fácil. Assim como hoje, as bancadas religiosas tentam barrar a aprovação do PLC 122, que criminaliza a homofobia no Brasil, Harvey, em 1972, lutava pela igualdade de gays e lésbicas. Pelo direito de ir e vir, e de pertencer a uma sociedade que, em sua maioria, era formada por conservadores e fundamentalistas que defendiam ‘a base da união familiar com um homem e uma mulher’.

‘Pagamos impostos para sermos protegidos e não perseguidos’, dizia Milk em um de seus discursos. Nesta época, gays andavam pelas ruas de Castro com apitos pendurados no pescoço ou dentro dos bolsos para caso fossem ‘repreendidos’ pela polícia, terem como se defender 'apitando' por ajuda. Nos dias atuais, fica clara a idéia de que não haverá, tão cedo, um candidato como Milk. O ativista não lutava por uma causa, ele fazia parte dela. Eis a diferença. O filme traz ainda a reflexão de que, se hoje homens e mulheres podem caminhar de mãos dadas com uma pessoa do mesmo sexo na rua é porque muitos já sofreram, 'apitaram', e lutaram para que isso fosse possível.

‘Milk - A voz da Igualdade’ nos mostra que para superar os obstáculos impostos à comunidade gay falta, principalmente, alguém que tome a frente, e grite algo parecido com: ‘meu nome é Harvey Milk, e estou aqui para recrutá-los’.


Marco Ribeiro, o dublador de Sean Penn no Brasil, se recusou a fazer a voz do ator no filme ‘Milk- A Voz da Igualdade’. ‘Não me sentia à vontade para fazer o filme’, afirmou Ribeiro, 38, que é também pastor evangélico (tinha que ser!). ‘Não tive vontade porque tenho a voz envolvida com outras questões, assim como não faço determinados comerciais’. 'Não é que ele tenha algo contra homossexuais, é que as pessoas ao seu redor confundem sua profissão de ator com o lado religioso', assim justificou Marlene Costa, 55, diretora de dublagem de ‘Milk’. Marco Ribeiro foi substituído pelo ator Alexandre Moreno.




(por Diana C.)

4 comentários:

luzdeluma disse...

O tema tem que estar em evidência para dar continuidade às conquistas já adquiridas na luta pelos direitos de igualdade entre as pessoas, pois assim presa as constituições em países democráticas, não é?

Não achei muita graça na premiação deste ano e vibrei quando Sean ganhou o prêmio, um dos poucos merecimentos, além, é claro, da homenagem póstuma à Heath Ledger.

Boa semana! Beijus

Fabíola disse...

To doida pra ver esse filme...

Vivian Sbrussi disse...

Oiii Mara!!!

que jóia seu blog!!!
virei seguidora!!!
;)

Marcia Paula disse...

Tenho o filme gravado,mas ainda não vi.Beijos.