frase do dia: ‘a homofobia é mais uma constatação da perda da ternura no mundo, ser
preconceituoso com os LGBTs é retroceder; além de prejudicar o crescimento humano.’

(letícia spiller - atriz brasileira)

última atualização: 19/08/2009 20:36:42

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domingo, 28 de junho de 2009

28 de junho: dia do orgulho gay

dia do orgulho gay

Nesta data, há exatos quarenta anos, um grupo de lésbicas, travestis e gays uniram-se em torno do bar Stonewall Inn, em Nova York, para protestar contra os constantes ataques da polícia. A batalha durou três noites e acabou virando símbolo do movimento gay moderno. No ano seguinte, no dia 28 de junho de 1970, Nova York viu sua primeira parada gay, para lembrar o levante do ano anterior. Hoje, estão acontecendo paradas em todo o mundo.

E no Rio de Janeiro, vários eventos de psicanálise para comemorar os 40 anos da Marcha de Stonewall, e que pretendem discutir e esclarecer pontos importantes da visão de psicólogos e psicanalistas, grandes aliados do movimento, sobre a diversidade sexual. Nestes eventos, os psicanalistas retomam os conceitos de Freud e de Lacan para trazerem à luz para a sociedade o que a psicanálise tem a dizer sobre o assunto. Já em 1935, ao responder a uma mãe preocupada com a homossexualidade do filho, Freud apontava que esta não é nenhuma desvantagem, nem tampouco uma vantagem: ela não é motivo de vergonha, não é uma degradação, não é um vício e não pode ser considerada uma doença.



Temas relacionados:
o que foi a marcha de stonewall

domingo, 17 de maio de 2009

17 de maio: dia contra a homofobia

Homosexualidade e Bisexualidade não são doenças. A doença é a homofobia, e pode ser curada.

não homofobia

Entre 1948 e 1990, a 'Organização Mundial da Saúde (OMS)' classificou a homossexualidade como um transtorno mental. Em 17 de maio de 1990, a 'Assembléia Geral da OMS' aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que 'a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão'. A nova classificação entrou em vigor entre os países membros das Nações Unidas em 1993. Com isso, marcou-se o fim de um ciclo de 2000 anos em que a cultura judaico-cristã encarou a homossexualidade primeiro como pecado, depois como crime e, por último, como doença.

Apesar deste reconhecimento da homossexualidade como mais uma manifestação da diversidade sexual, as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) ainda sofrem as conseqüências da homofobia, que pode ser definida como o medo, a aversão, ou o ódio irracional aos homossexuais: pessoas que têm atração afetiva e sexual para pessoas do mesmo sexo.

A homofobia se manifesta de diversas maneiras, e em sua forma mais grave resulta em ações de violência verbal e física, podendo levar até ao assassinato. Nestes casos, a fobia, essa sim, é uma doença, que pode até ser involuntária e impossível de controlar, em reação à atração, consciente ou inconsciente, por uma pessoa do mesmo sexo. Ao matar a pessoa LGBT, a pessoa que tem essa fobia procura 'matar' a sua própria homossexualidade. A homofobia também é responsável pelo preconceito e pela discriminação contra pessoas LGBT, por exemplo no local de trabalho, na escola, na igreja, na rua, no posto de saúde e na falta de políticas públicas afirmativas que contemplem LGBT. Infelizmente, também, os valores homofóbicos presentes em nossa cultura podem resultar em um fenômeno chamado homofobia internalizada, através da qual as próprias pessoas LGBT podem não gostar de si pelo fato de serem homossexuais, devido a toda a carga negativa que aprenderam e assimilaram a respeito.

Para tanto, o Dia 17 de Maio, além de relembrar que a homossexualidade não é doença, tem uma característica de protesto e de denúncia. No mundo inteiro, há um número crescente de atividades sendo realizadas neste dia. (fonte: Movimento D'ELLAS)

domingo, 8 de março de 2009

8 de março: a mulher e os dogmas católicos

Garota de 9 anos foi violentada pelo padrasto que confessou o abuso. Ele seria o pai dos gêmeos que ela esperava. Foi confirmado pelos médicos que a atenderam que havia risco de morte caso a gravidez continuasse ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar. Assim que foi internada em uma maternidade pública do Recife, a menina começou a receber doses de um medicamento para interromper a gravidez. O aborto se consumou.

Mas, para a equipe médica, não foi uma decisão simples. A realização do aborto passou a contar com oposição declarada da Igreja Católica. Assim que se confirmou o aborto, o arcebispo da cidade de Olinda e Recife, um integrante da ala conservadora da Igreja, excomungou a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto.

O Vaticano apoiou decisão do arcebispo. Segundo o Conselho de Família da Igreja Católica, os médicos responsáveis pelo aborto legal na menina de 9 anos grávida de gêmeos fizeram uma escolha de morte. Apesar disso, o padrasto que violentou a criança não foi excomungado, porque a Igreja considera o estupro um pecado menos grave que o aborto.


É justo questionar dogmas católicos

A Igreja Católica é composta por homens e mulheres de carne e osso. Como toda instituição viva, seus dogmas merecem contestação de quem pertence aos seus quadros, de quem já pertenceu e de que não pertence. Os de fora têm o direito de opinar sobre as decisões de uma instituição poderosa e que influencia o debate público no mundo inteiro. No Brasil, há separação entre Estado e igreja. Apesar disso, os religiosos se julgam no direito de criticar decisões legais, como o aborto de uma criança de 9 anos que foi estuprada. Ora, se podem meter o bedelho nas regras do Estado laico e democrático, podem também ouvir críticas aos seus dogmas.

Nesse contexto, é absurda a excomunhão dos médicos e da mãe da menina estuprada pelo padrasto. Pior, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, disse que aborto é pior do que estupro. Os idiotas da subjetividade vão dizer que é assunto da Igreja Católica e ponto final. No direito canônico, o aborto é mais grave que o estupro. Quem é católico que se acomode, e os incomodados que se retirem. Esse discurso serve a um conservadorismo anacrônico que afasta cada vez mais a Igreja Católica do cotidiano de seus seguidores. É um erro considerar um meio católico ou um mau católico quem apoia a decisão de abortar nas circunstâncias em que se encontrava a menina de 9 anos. Ela pesa 30 quilos. Sua gravidez poderia matá-la. A lei brasileira permite aborto em caso de estupro e quando a vida da gestante está em risco.

Há outro agravante: a menina é de uma região pobre do Nordeste, na qual o peso dos valores religiosos é maior do que em outras partes do Brasil. Uma condenação da Igreja Católica soa a uma espécie de sentença de morte religiosa. É uma pena que a Igreja Católica tenha abandonado a opção preferencial pelos pobres. O homem que deu início à caminhada dessa instituição milenar teria reparos a fazer à turma de Bento 16. (por Kennedy Alencar, jornalista e colunista da Folha Online)

A briga é meio perdida, mas é preciso discutir a ampliação do direito ao aborto num país em que isso é questão de saúde pública. A mulher deve ter o direito de decisão. Legalizar mais amplamente o aborto, com limite até determinado tempo de gestação, não vai obrigar ninguém a tirar filho da barriga.

'graças a Deus estou no rol dos excomungados'
(Fátima Maia, médica e católica)


Em apoio á equipe de médicos que salvou a vida da menina assine este manifesto que está na página da Comissão de Cidadania e Reprodução.

sábado, 17 de janeiro de 2009

festa mundial: bush bye bye party

19 de janeiro
Festa mundial de despedida de G.W.Bush


‘Quem não está conosco está contra nós’, foi como Baby Bush disse arrogantemente, à moda Hitler, em seu mais importante discurso no começo do seu mandato. No decorrer dele vimos um acelerado crescimento de um estado policial-fascista nos Estados Unidos e o neofascismo trouxe perigosíssimas conseqüências internacionais. Depois de fazer uma visita surpresa de despedida ao Iraque, em fim de mandato, um sapato bem intencionado foi desviado da sua rota, mas o grito do jornalista ecoou: ‘É o beijo de despedida, seu cachorro!’.


Vamos comemorar em festa. Pegue um banner, cole em seu blog enquanto George W. Bush se despede da Casa Branca.


clique na imagem para tê-la ampliada


bush bye bye party 1

bush bye bye party 2

bush bye bye party 3

bush bye bye party 4
bush bye bye party 5

(iniciativa do site bush bye bye party)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

12 de junho: dia das namoradas










ter namorada é descobrir que o amor é alegre. é passear de mãos dadas com o ar. é enfeitar-se com margaridas e escovar a alma com ternuras. é sair do quintal de si mesma e descobrir o próprio jardim. é acordar com gosto de caqui e sorrir lírios. é beber licor de contos de fada. é andar como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas. se você não tem namorada é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.




(adaptação do texto
‘ter ou não ter namorado, eis a questão’
do escritor Artur da Távola)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

caminhada lésbica e parada gay

de formas diferentes, a 6ª edição da Caminhada de Lésbicas e Bissexuais e a 12ª edição da Parada Gay de São Paulo marcaram o mês do Orgulho GLBT

Enquanto musculosos descamisados, garotos de óculos escuros e corte de cabelo impecável faziam a alegria do público gay, drag queens que capricharam no look e chamavam a atenção da imprensa e dos fotógrafos presentes, a Caminhada Lésbica ganhou um forte tom político, repleta de reivindicações por direitos e manifestações artísticas.

Com a presença de nomes importantes do movimento como a escritora e ativista Vange Leonel, o grupo de percussão Fuzarca Feminista e da simpatizante Soninha Francine, a caminhada debateu questões relevantes para a mulher lésbica. Entre elas, estavam a discussão de reprodução assistida para casais de mulheres, o direito ao aborto e a forma mercadológica como a imagem da mulher é vendida por meio da publicidade e da TV, com o único intuito de agradar ao homem.

"Homofobia mata - por um Estado laico de fato" foi o tema desta edição da marcha. O movimento homossexual em todo o país acusa forças políticas ligadas a igrejas cristãs e evangélicas de impedir a aprovação de leis de interesse à comunidade gay, com o projeto de lei nº 112, que criminaliza a prática da homofobia. Segundo a prefeitura, a cidade contabiliza 98 casos de violência motivados pelo preconceito, de janeiro a abril deste ano. O governo Lula possui um projeto chamado "Brasil sem Homofobia". Só no ano passado foram mais de 300 eventos, incluindo paradas, congressos, seminários, mostras de cinema, peças de teatro, atividades esportivas, entre outros.

Doze anos depois da primeira marcha que levou 2.000 manifestantes à avenida Paulista, região central da cidade de São Paulo, a Parada Gay de São Paulo consolida hoje sua projeção internacional. Os organizadores do evento esperam, mais uma vez, um público recorde. Feita sem comprovação científica, a estimativa é de que a multidão ao longo do trajeto e nas ruas adjacentes se aproxime da marca dos 4 milhões de participantes (a do ano passado trouxe 3,5 milhões de pessoas).

Cerca de 300 mil turistas vieram a São Paulo para participar da festa. Nunca o evento reuniu tantos turistas e militantes estrangeiros nem trouxe tantas atrações internacionais. O evento já consta do ‘Guinness’, o livro dos recordes, como o maior do mundo, a frente das paradas de San Francisco, Toronto e Nova York. A manifestação de ontem, deve colocar a capital paulista, novamente, no livro pelo quinto ano consecutivo.

destaques da parada:
a ministra do Turismo Marta Suplicy do governo Lula e
Andréia Albertine, uma das travestis envolvidas no caso do jogador Ronaldo



(fonte das imagens e informações: Folha Online)

domingo, 11 de maio de 2008

campanha homenageia mães lésbicas e bissexuais

Toda forma de amor vale a pena. Pelo menos é o que defende a campanha inédita no país, publicada em cinco outdoors, com homenagem ao Dia das Mães, mas dirigida às mães lésbicas e bissexuais e que está nas ruas do Recife. O outdoor mostra a imagem de duas mães com a filha e um texto sobre o amor materno: 'Uma mãe é aquela que ama e protege. Duas mães são aquelas que amam e protegem. Homenagem ao Dia das Mães, em especial às mães lésbicas e bissexuais'. O objetivo da campanha é sensibilizar a sociedade para o respeito a todas as formas de amar e a todas as famílias, independente das orientações sexuais. Inicialmente, os olhares lançados sobre os outdoors são curiosos, mas logo dão lugar a um ar de riso, que vai da ironia, passando pelo deboche ou aprovação da causa. A mensagem da campanha é desconstruir o preconceito que não reconhece o casal homossexual como família. Além disso, é uma homenagem às mães lésbicas e bissexuais. Lançada por três organizações de defesa dos direitos dos homossexuais, o Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania Homossexual da Universidade Federal de Pernambuco, Grupo Luas e Leões do Norte, a propaganda tem apoio da Prefeitura do Recife, do partido político PSB, do governador do estado, além de três ONGs. A homenagem ficará em exibição durante quinze dias.

sábado, 8 de março de 2008

8 de março: mulher



não, não me façam deusa,
nem costela de adão,
minha maior magia é ser
sempre e somente mulher.
todos os dias.

sábado, 1 de dezembro de 2007

1 de dezembro: dia mundial de luta contra a aids

Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da ‘Assembléia Mundial de Saúde’, em outubro de 1987, com apoio da ONU (Organização das Nações Unidas). A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988.

Porque o laço vermelho como símbolo?

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids, foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela ‘Visual Aids’, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids, além de conscientizar as pessoas para a transmissão do HIV, divulgar as necessidades dos que vivem com a doença e angariar fundos para promover a prestação de serviços e pesquisas.

Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991, e se tornou símbolo popular entre as celebridades nas cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda. A imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações e pesquisas sobre a epidemia.

O espírito da solidariedade inspirado no laço vermelho está se espalhando e vem criando mais significados para o uso de outros:
- o laço rosa se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama.
- o amarelo é usado na conscientização dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade.
- o verde é utilizado por ativistas do meio ambiente preocupados com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica.
- o lilás significa a luta contra as vítimas da violência urbana.
- o azul promove a conscientização dos direitos das vítimas de crimes e, mais recentemente, também vem sendo adotado pela campanha contra a censura na internet.

domingo, 25 de novembro de 2007

25 de novembro: dia da não-violência contra a mulher

Estabeleceu-se o dia de hoje, 25 de novembro, como Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher. Passados mais de 20 anos do 'quem ama, não mata', o tema continua atualíssimo, seja na capa da revista 'Veja' em que a mulher do ator Kadu Moliterno resolveu abrir o jogo, seja no fato de que impactada pela atitude radical de André, o seqüestrador do ônibus 499, que saiu do âmbito da agressão privada para ocupar o espaço público, imprensa e sociedade descobriram o óbvio: a violência contra a mulher não acabou e está longe de acabar, porque faz parte de uma cultura de poder ainda não erradicada. De que cultura estamos falando? Da que entende a mulher como ser inferior 'por natureza' e atribui ao homem direitos sobre ela. Infelizmente, ainda é preciso marcar no calendário uma data para combater esse tipo de barbaridade. É um absurdo ter um dia especial para lembrar que as mulheres ainda continuam sendo vítimas de maus-tratos em todo o mundo.

essas mulheres sobreviveram a seus algozes
maria da penha cristina

essas não tiveram 'sorte', foram assassinadas por seus companheiros
gilmárcia sandra camila bárbara cenir salete luciana maria auxiliadora.

No entanto, um tipo de violência contra as mulheres é deixado de lado nestas abordagens: a violência entre lésbicas, um tipo de violência tão ou até mais nefasto que a violência masculina.


em briga de marido e mulher, se mete a colher sim. a lei protege, basta denunciar. saiba aqui quem pode ajudar



Maria Libardoni, diretora-executiva da ONG Agende (Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento), chama a atenção para os casos em que o homem mata como se fosse por 'lealdade' a outros homens. 'É como uma confraria, eles têm de se mostrar fortes, confirmar a dominação. Conhecemos casos de mulheres de desembargadores e de prefeitos que apanham dos maridos em casa', exemplifica.

Fernando Acosta, psicólogo, explica: a violência é tão corriqueira que muitos homens não a identificam. É uma geração que foi criada para não levar desaforo para casa.

No mundo:
- estima-se que sete em cada dez mulheres vítimas de homicídio foram assassinadas por seus próprios companheiros, subjugadas à vontade masculina ou mutiladas em nome de costumes milenares.

- 1 bilhão de mulheres do mundo, ou 1 em cada 3, já foram estupradas, espancadas ou sofreram algum outro tipo de violência.

No Brasil:
- a cada 15 segundos uma mulher sofre algum tipo de agressão. Em compensação, essa mesma mulher leva de 10 a 15 anos para denunciar o seu algoz, acuada por medo, vergonha ou, seja lá o que for.

- 7 milhões de brasileiras acima de 15 anos de idade já foram agredidas pelo menos uma vez

- só em 2005, os hospitais do Sistema Único de Saúde receberam 8.464 casos de mulheres agredidas no País.

- o estado de Pernambuco registra um dos cenários mais alarmantes, com 193 mortes desde janeiro deste ano, mas o fenômeno é nacional.


(de Caio Tezoto, este outdoor foi feito para o XV Prêmio Central de Outdoor 2006, cujo tema era: "Violência contra a mulher, isso tem que acabar.")

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

11 de outubro: dia do 'coming out'

EUA, Europa e Brasil comemoram hoje o dia de assumir.

A campanha ‘Coming Out Day’ é realizada originalmente nos EUA todos os anos no dia 11 de outubro, e ela serve para incentivar as pessoas a saírem do armário. Além dos EUA e alguns países da Europa, o Brasil entrou na campanha em 2006, depois de feita uma consulta pública para saber como batizar o dia, também por aqui o dia passou a ser ‘Dia de Assumir’. Para esta campanha acontecer de fato, é bem fácil: é só você se assumir. Dá tempo. Nos EUA, em 2006 a cantora americana Pink (foto) protagonizou a campanha, mesmo casada recentemente com o motociclista Carey Hart, a cantora revelou que seu primeiro grande amor foi uma mulher. Neste ano o rosto a frente do dia é o ator gay assumido de série americana ‘Grey´s Anatomy’, T.R. Knight (foto). Ele gravou um comercial para a campanha do ‘National Coming Out Day’ americano, vestindo um belo terno, onde diz que gays e transgêneros são parte de qualquer comunidade. "Somos seus vizinhos, colegas de trabalho, sua família". Knight também pede a compreensão de toda a sociedade para que não se negue a ouvir quando alguém precisa se "revelar gay". "Você pode fazer a diferença, basta tratar a todos com respeito. Seja também um aliado", completa o ator.

E por falar na série "Grey's Anatomy", um outro ator, Isaiah Washington (foto) que interpretava o dr. Burke, foi demitido do seriado, por ser uma estrela temperamental, e a gota d’água aconteceu quando ele brigou com Patrick Dempsey, que também atua no seriado, após ter xingado o ator T.R. Knight de 'bichinha' durante as gravações e repetir a ofensa durante a premiação do Globo de Ouro. Recentemente o ator desmentiu que esteja fazendo tratamento contra a homofobia. O ex-astro avisou que 'não existe reabilitação para isso'.

vídeo da campanha ‘Coming Out Day’

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

29 de agosto: dia da visibilidade lésbica


São 11 anos do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. A data já faz parte do calendário GLBT desde 1996, quando aconteceu o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), no Rio de Janeiro. A partir de então, em vários locais do país, promovem-se festas, palestras e manifestações que envolvam a participação de lésbicas e mulheres bissexuais para debater, pensar e falar sobre preconceitos, saúde e participação política.


sábado, 18 de agosto de 2007

19 de agosto: dia do orgulho lésbico


No dia 19 de agosto de 1983, em São Paulo, aconteceu o mais importante protesto lésbico ocorrido até hoje no Brasil. Em plena ditadura, quando poucos se arriscavam a exercer o direito negado da liberdade de expressão, lésbicas de São Paulo lideradas por Rosely Roth deram seus gritos por uma sociedade mais justa, menos machista e menos homofóbica. Elas eram freqüentadoras do Ferro's Bar, um ponto GLS da cidade, e foram proibidas de entregar o jornalzinho “Chanacomchana” dentro do estabelecimento. Revoltadas com a atitude da administração do bar, já que eram elas mesmas que o sustentavam, organizaram um protesto na frente do estabelecimento, onde foram até mesmo proibidas de entrar. O ato deu o que falar, pois estavam presentes, além de toda a comunidade GLS e simpatizantes locais, policiais, políticos e vários veículos de comunicação, que estavam dispostos a notificar o evento. As mulheres que foram à luta podiam muito bem parar de freqüentar o bar, e este com certeza fecharia, mas não podiam se calar, e perder mais um lugar, entre os poucos que restavam para se reunir, e se divertir. Venceram, e distribuíram o “Chanacomchana” para todos os presentes, inclusive ao dono do bar que deixou bem claro que queria ser o primeiro a ler o jornal. Logo depois, ocorreu a primeira reunião de grupos lésbicos organizados no país. Hoje, centenas de grupos se reúnem para estudar novas idéias e propostas para melhorar a qualidade de vida e o reconhecimento da comunidade lésbica. Em 2002, houve uma proposta de se resgatar a beleza dos fatos históricos que envolveram a história do orgulho lésbico brasileiro, retratando os fatos e as percursoras da nossa história. Em 19 de agosto de 2003, a coordenadoria de lésbicas da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo comemorou pela primeira vez o Dia do Orgulho Lésbico no Brasil, com a retratação dos fatos históricos. O evento abordou a luta das mulheres lésbicas no Brasil por todos esses anos e refletiu sobre como podemos nos orgulhar de sermos mulheres, lésbicas. De sermos nós mesmas. É importante para nós lésbicas reconhecermos que temos uma história, que somos fruto de uma luta de décadas por aceitação e respeito. Lembremos essa data, como um marco para podermos dizer a todos que nós temos orgulho de ter vencido muitas batalhas e que temos orgulho de continuar lutando para termos mais respeito da sociedade em que vivemos. E que temos muito orgulho de ser o que somos.



(por Alessandra Guerra)

Nota: No endereço Rua Martinho Prado, 119, Bela Vista onde funcionou o legendário Ferro´s Bar, que tive a honra de conhecer, hoje funciona a casa noturna Xingu, o clubinho tornou-se cult, principalmente por causa do falado electro, música eletrônica de viés retrô, repleta de sintetizadores. A decoração brinca com o kitsch, com cortinas de paetê, plumas e cubos de vidro.


A polêmica em torno da data

(ponto de vista defendido pela militante Virgínia Figueiredo)
Não existe no movimento lésbico brasileiro uma unanimidade em torno da comemoração da data. Ativistas do Rio de Janeiro comemoram no dia 29 de agosto o Dia da Visibilidade Lésbica, data instituída durante o I Seminário Nacional de Lésbicas, realizado no dia 29 de agosto de 1995, com a presença de lideranças do nosso movimento, com representação de vários grupos de lésbicas e independentes. Com todo respeito a Roseli, mas 19 de agosto, data comemorada em São Paulo é um orgulho regional, é uma coisa de quem conheceu e freqüentou o Ferro's Bar e morava em São Paulo e não na proporção nacional de quem já tem esta data em seus calendário de luta desde 1996. A construção se dá com a união e 29 de agosto representa a hegemonia do movimento.

As lésbicas e seu movimento específico

(considerações de Nilza Iraci - coordenadora de comunicação do Geledés - Instituto da Mulher Negra; São Paulo/SP)
O movimento lésbico vem participando das manifestações em São Paulo, do 28 de junho, Dia do Orgulho LGBT, data criada nos Estados Unidos para lembrar o massacre feito pela repressão policial no Stonewall Inn, bar freqüentado por homossexuais. Entretanto, vem crescendo a insatisfação de algumas mulheres com a inexistência, dentro da organização da Parada, de um espaço especialmente dirigido para a atuação das lésbicas na organização do evento, e essa situação levou-as à criação de um espaço próprio de visibilidade de suas questões, como já vem acontecendo através de organizações de lésbicas em todo o país. A pergunta que fica é: por que uma organização específica se a causa é comum? Ao contrário do que se imagina, as relações entre gays e lésbicas nem sempre são marcadas pela solidariedade. Os homens gays carregam as heranças de uma cultura patriarcal e machista, com a conseqüente ausência de compreensão sobre as questões de gênero. Várias ativistas lésbicas chamam a atenção de que os homens gays não estão imunes ao machismo. Para Mirian Weber, "homens são homens; independentemente de sua identidade sexual, todos foram criados em uma cultura patriarcal/machista". Rosangela Castro comenta a dificuldade dos homens gays, por exemplo, em escrever nas suas convocatórias: "companheiros e companheiras". "Eles simplesmente esquecem”.