Quem nunca ouviu as músicas ‘Y.M.C.A’, ou ‘Macho Man’ do Village People? Ícone dos anos 70, o grupo comemora mais de 30 anos de carreira emplacando uma dezena de hits em discotecas do mundo inteiro e até hoje suas músicas são sucesso. O grupo surgiu em boates gays nos EUA, e o nome originou-se do reduto gay de Nova Iorque na época, o 'Greenwich Village', e a banda ficou conhecida por apresentar-se com fantasias que evocavam símbolos de masculinidade: policial (Victor Willis), índio norte-americano (Felipe Rose), cowboy (Jeff Olson), carpinteiro (David Hodo), soldado (Alex Briley) e motociclista (Glenn Hughes). Village People - We Want You (1999) download: tracklist
A história do Village People começou em 1977, em plena era disco, quando o produtor musical Jacques Morali encontrou Felipe Rose vestido de índio, dançando nas ruas do Greenwich Village, em Nova York. Diante do inusitado, ele e Henri Belolo, outro produtor entenderam a importância da comunidade gay no final dos anos 70, e surgiu a idéia de uma banda de disco music de sucesso, um grupo de cantores e dançarinos fantasiados. Pouco tempo depois, Morali viu Victor Willis na Broadway, numa montagem do musical ‘The Wiz’, e o convidou a entrar para o grupo como o policial. Este trouxe Alex Briley, que viria a ser o soldado. Para completar a formação escolheram David Hodo (carpinteiro), Glenn Hughes (motociclista) e Jeff Olson (caubói), depois de audições.
A música do ‘Village People’, inicialmente, tinha como alvo os clubes noturnos gays e negros. O sucesso aconteceu primeiro na Inglaterra, ainda em 1977, com ‘San Francisco’ (You've Got Me). O êxito nos Estados Unidos veio no ano seguinte, com ‘Macho Man’. As suas animadas músicas continham temas homossexuais com ironias sutis, nem sempre percebidas pelos ouvintes heterossexuais da época. O sucesso ‘Macho Man’ e seu videoclip, onde aparecem vestidos como tipos ‘másculos’, é um exemplo. O ‘Village People’ tornou-se rapidamente popular, em princípio entre a comunidade gay da Europa e dos Estados Unidos. A partir daí, os sucessos vieram um atrás do outro. Artistas como Madonna e Michael Jackson chegaram a abrir shows do grupo.
Em 2001, a primeira formação foi alterada, devido à morte de Glenn Hughes, o motociclista, vítima de câncer no pulmão. Hoje, eles já não são mais garotos. São senhores na casa dos 50 anos. Ícone gay mundial, a banda só tem dois homossexuais no seu elenco. Alguns deles são muito tímidos, mas deixam a introspecção do lado de fora do palco. Os integrantes atuais do Village People são: Felipe Rose (índio), Alex Briley (soldado), David Hodo (carpinteiro), Ray Simpson (policial), Jeff Olson (caubói) e Eric Anzalone (motociclista).
Y.M.C.A
Para os inocentes, a música refere-se à organização do mesmo nome, que significa ‘Young Men´s Christian Association’ e que proporciona abrigo para sem-tetos, comida, higiene, roupas e apoio moral para os miseráveis dos EUA. Mesmo os dirigentes da YMCA se preocuparam com este ‘tributo’, eles não sabiam se aquilo era um elogio ou um escárnio, mas o público mais sofisticado sabia o real significado. Para Michael Musto, colunista do jornal The Village Voice, a música YMCA é um dos muitos fenômenos culturais que surgiram como uma piada interna no mundo gay. No ‘Studio 54’, uma lendária discoteca localizada em Manhattan, Nova York, sabia-se que o ‘Village People’ era uma amostra daqueles que com postura de macho acenavam em código para o público gay.
Ao longo dos anos, o subtexto gay se perdeu, e a música se tornou um incentivo das platéias aos jogadores de baseball nos estádios lotados. Mas isso acontece mesmo. Uma música voltada para os oprimidos se torna uma animação para todos os públicos, principalmente porque os héteros gostam de roubar coisas dos gays, apagam o subtexto ‘assustador’, e se apropriam delas.
parte I parte II
01 – In The Navy
02 – Go West
03 – Y.M.C.A.
04 – Macho Man
05 – Can’t Stop The Music
06 – Sex Over The Phone
07 – Village People
08 – Ready For The 80’s
09 – Do You Wanna Spend The Night
10 – I Am What I Am
11 – San Francisco (You’ve Got Me)
12 – Fire Island
13 – Hot Cop
14 – Go West (Remix)
15 – We Want You
16 – Y.M.C.A. (12” Mix Special Dj)
17 – In The Navy (12” Mix Special Dj)
sábado, 1 de agosto de 2009
village people
postado por
Mara*
2
comentários
categoria: música e sexualidade
sexta-feira, 26 de junho de 2009
michael jackson e seus demônios
Era a época em que eu ainda tinha medo de filmes de terror. Não existia a MTV no Brasil e o único meio de ver videoclipes era o 'Fantástico'. Naquele domingo de 1983 foi exibido 'Thriller', o videoclipe mais caro do mundo, que serviria para levar ao topo das paradas o álbum que seria o mais vendido da história da música. Eu olhava para a barriga da minha mãe tentando imaginar como seria meu irmãozinho. De repente, aquela figura ambígua surgiu na tela da TV. Dançando e rebolando entre monstros e diluindo em minha cabeça as fronteiras entre o masculino e feminino. Fiquei vidrado. baixe e ouça michael jackson The Essential Michael Jackson (2005) download: CD 1 download: CD 2 CD 1 CD 2
Até então, para mim, homem de cabelo comprido só Jesus Cristo. Rebolado era coisa de mulher e monstros nada tinham a ver com música. Mas Michael Jackson misturou tudo isso e fez uma música de terror, um 'thriller musical', sei lá... Naquela noite fui dormir com minha mãe de tanto medo... Quando, mais tarde, ele lançou 'Dangerous', meu irmão, que na época em que 'Thriller' foi lançado estava na barriga, repetiu a cena que protagonizei. Ficou vidrado em frente à TV vendo 'Black or White', a música auto-indulgente de Jackson que na década de 1990 tentava justificar todo o processo de mudança de cor de sua pele.
À medida em que eu crescia, Michael embranquecia e se tornava tão repulsivo visualmente quanto os monstros de seu sucesso mais famoso. Ao mesmo tempo em que o hedonismo premeditado de Madonna me ajudava a afirmar minha sexualidade, Michael Jackson se esmerava em se transformar em uma criatura desconstruída. Eu me afirmava e ele se negava. Não suportava ver aquilo. Eu me perguntava por que ele não assumia o que era? Hoje, quando via Twitter anunciavam sua morte, fui entender. Ele, a cada plástica, estava afinal assumindo o que era: um monstro dançarino saído de um videoclipe. De certa forma, 'Thriller' era o anúncio de sua fantasia. Morreu com ele um pedaço da minha infância. (por james cimino)
parte I parte II
parte I parte II
01. I Want You Back - The Jackson 5
02. ABC - The Jackson 5
03. The Love You Save - The Jackson 5
04. Got To Be There - The Jackson 5
05. Rockin' Robin - The Jackson 5
06. Ben
07. Blame It On The Boogie - The Jacksons
08. Shake Your Body (Down To The Ground)
09. Don't Stop 'Til You Get Enough
10. Off The Wall
11. Rock With You
12. She's Out Of My Life
13. Can You Feel It
14. The Girl Is Mine (with Paul McCartney)
15. Billie Jean
16. Beat It
17. Wanna Be Startin' Somethin'
18. Human Nature
19. P.Y.T. (Pretty Young Thing)
20. Thriller
01. Bad
02. The Way You Make Me Feel
03. Man In The Mirror
04. Dirty Diana
05. Another Part Of Me
06. Smooth Criminal
07. Leave Me Alone
08. Black Or White
09. Remember The Time
10. In The Closet
11. Who Is It
12. Heal The World
13. Will You Be There
14. You Are Not Alone
15. Earth Song
16. They Dont Care About Us
17. You Rock My World
postado por
Mara*
3
comentários
categoria: música e sexualidade
quarta-feira, 29 de abril de 2009
homenagem a um transexual: billy lee tipton
Billy Lee Tipton é um nome conhecido de muitos apreciadores de jazz e a sua carreira passou por várias bandas, e, finalmente, a sua própria banda, ‘The Billy Tipton Trio’. Mas foi somente depois da sua morte, que Billy se tornou um dos nomes mais famosos do jazz, quando os enfermeiros da ambulância que o vieram socorrer, lhe tiraram a roupa, e viram um corpo de mulher debaixo de roupas de homem. Não conseguiram salvar a vida de Billy, que morreu na presença de um dos seus filhos adotivos, que não sabia que o nome de batismo do pai era Dorothy Lucille Tipton. Billy nasceu em 1914, em Oklahoma. Os pais divorciaram-se quatro anos mais tarde, e ele passou a viver com uma tia. Começou a mostrar interesse pela música, particularmente pelo saxofone e piano, no colégio, mas não conseguiu entrar na banda da escola, que não admitia meninas. Também encontrou dificuldades para entrar nas bandas locais, que tocavam em bares e cafés, até que, aos 19, passou a vestir-se como homem para apresentar-se nos palcos. A voz de Billy era masculina e ele enfaixava o peito, e usava um pano enrolado para dar volume às calças para que ninguém suspeitasse do seu corpo feminino. Gravou dois LPs artigo sobre Billy após a sua morte; o ‘Billy Tipton Trio’, e a biografia 
Na vida pessoal e para os colegas de banda, até os 36, Billy continuava a apresentar-se como Dorothy. Durante esses anos, viveu com uma mulher, Non Harrell, numa relação que os colegas de banda descreviam como ‘lésbica’. Ainda antes de deixar Harrell a sua carreira floresceu, e Billy tornou-se um nome célebre do jazz. Nenhum dos músicos com quem tocava sabiam da transexualidade do colega. A transição de Billy aconteceu antes das primeiras cirurgias genitais serem feitas, na década de 50, apenas com terapia hormonal e outros procedimentos terapêuticos, sem cirurgia. Usando a justificativa de que um acidente rodoviário tinha desfigurado a sua caixa torácica, por isso era enfaixada, e usando um vibrador, Billy conseguia ter relações sexuais com as suas namoradas, sem que elas percebessem o seu corpo feminino (será?).
A penúltima namorada, e com quem teve a relação mais longa, foi Kitty Kelly, com quem adotou três filhos. Após a morte de Billy, os filhos acusaram a mãe de saber, e esconder deles, a transsexualidade do pai. Quando a relação com Kitty acabou, ele voltou para uma ex-namorada, a artrite o fez abandonar o jazz, e estava quase na miséria. Em 1984, aos 74 anos de idade, Billy sentiu-se mal, e, pensando que não era nada grave, não chamou uma ambulância exatamente para não correr o risco de ver descoberta a sua transexualidade. O estado dele piorou, e um dos filhos adotivos finalmente chamou ajuda. Enquanto os médicos tentavam salvá-lo, o filho descobriu, em choque, que o pai tinha um corpo de mulher. Billy acabou por morrer pouco depois, de hemorragia ulcerosa. A ex-companheira Kitty tentou que o corpo do ex-namorado fosse cremado, para esconder a sua história, mas um dos filhos contou aos jornais, e a vida do pai tornou-se imediatamente objeto da curiosidade pública.
Em homenagem a Billy, depois da sua morte, foi fundado o quarteto de jazz ‘The Billy Tipton Memorial Quartet’. ‘Stevie Wants to Play the Blues’ e ‘The Slow Drag’ foram peças de teatro inspiradas na sua vida. E a cantora lésbica americana Phranc dedicou-lhe a canção ‘Tipton’. As motivações de Billy para fazer a transição continuaram a serem debatidas por muito tempo após a sua morte, e alguns acusaram-no de a fazer apenas para ganhar os privilégios dados somente aos homens, no jazz. Mas, todos os que lhe foram próximos relatam que Billy era simplesmente um homem, um homem que nasceu num corpo de mulher.
'Billy Tipton - Sweet Georgia Brown' e 'Billy Tipton Plays Hi-Fi on the Piano'

‘Suits Me: The Double Life of Billy Tipton’ por Diane Wood Middlebrook


postado por
Mara*
2
comentários
categoria: homossexuais célebres, música e sexualidade
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
tracy chapman
Tracy Chapman foi uma personalidade marcante na música pop norte-americana dos anos 80. Talentosa cantora e compositora começou a tocar guitarra ainda criança. Ingressando em um programa direcionado a identificar crianças negras talentosas para o desenvolvimento acadêmico, o que lhe permitiu mais tarde estudar antropologia e estudos africanos conquistando assim o título de doutora honoris causa em belas-artes, pela sua contribuição como artista e por todas as suas realizações artísticas. temas relacionados: ouça tracy
Enquanto freqüentava a universidade, tocava em bares as suas próprias composições. O primeiro LP, deslumbrante álbum de estréia tornou Tracy Chapman uma estrela da noite para o dia. Extremamente talentosa e carismática com voz grave e emocionante, acompanhada apenas de um violão acústico, brilha em canções inteligentes que tocam em temas desconfortáveis como violência contra a mulher em seu lar e também por sua integridade artística que, apesar da produção comercial imposta pela gravadora, consegue passar a mensagem à sua maneira. Após a sua aparição num programa de TV, em homenagem aos setenta anos de Nelson Mandela, alcançou o topo nos Estados Unidos. Depois disto, aliou-se à 'Anistia Internacional', participando do programa ‘Human Rights Now!’, tornando-se uma das mais influentes artistas no meio universitário norte-americano, nos anos 80.
Embora Chapman seja notoriamente considerada reclusa e nunca fale publicamente sobre a sua sexualidade, a escritora Alice Walker, ganhadora do prêmio ‘Pulitzer’ com o romance 'The Color Purple' e que deu origem a um dos mais belos filmes de Steven Spielberg, falou de sua relação amorosa com Tracy durante uma entrevista. Dizendo que foi delicioso e adorável, maravilhoso, e que gostou intensamente, e que estava completamente apaixonada por Tracy, mas que na época, isso não dizia respeito a mais ninguém além delas.
alice walker
postado por
Mara*
7
comentários
categoria: homossexuais célebres, música e sexualidade
terça-feira, 25 de novembro de 2008
prince: ícone gay no passado, agora é contra os gays
Ele já foi ícone gay nos anos 80, com roupas coloridas e botas de salto alto para disfarçar os seus 1,60 de altura. Já mudou de nome, para um impronunciável, já fez pose bonita tapando os seios, já vestiu casacos nada discretos, já subiu no palco com um terninho de renda amarela e mostrou a bunda, já fez biquinho e com cabelo alisado já balançou brincos de argolas (veja aqui). Era provocante e expressava-se sexualmente no palco e nas letras das músicas o que fez o público questionar sua orientação sexual. Em 1981, na abertura de um show dos ‘Rolling Stones’ foi vaiado e a platéia jogou lixo sobre ele quando entrou de casaco e cueca. Quando perguntado sobre o seu figurino, declarou que se sentia bem com o seu visual.
Em ‘Dirty Mind’, o seu terceiro álbum, de conteúdo sexualmente explícito, Prince canta sobre um utópico paraíso onde todos são livres para expressar-se independentemente da idade, orientação sexual e cor da pele. Agora, aos 50 anos, seguindo os princípios da sua religião, Prince nega ter tido influência sobre os gays e pior, Prince é contra os gays. Há dez anos é ‘Testemunha de Jeová’, convertido logo após o término do seu casamento e a morte do seu filho, vitima de uma rara doença. Morando em Los Angeles, ele freqüenta um Salão do Reino e bate de porta em porta para converter as pessoas.
Em uma matéria da revista ‘New Yorker’, a jornalista Claire Hoffman passou um dia com o músico que está muito amigo do cristão conservador Philip Anschutz. A entrevista foi feita um dia antes da eleição de Barack Obama e, segundo Prince, muita gente votou no candidato por não entender a Bíblia.
No interior da casa em estilo mediterrâneo em Beverly Park, um piano de cauda e almofadas na cor roxa sobre um sofá. Velas perfumadas, música new age e imagens de um homem barbudo tocando flauta. Portas de vidro abertas para acres de quintal. Prince veste uma calça de yoga e uma grande camisola. Mancando um pouco, calça um tamanco de imensa plataforma e meias brancas e desliza como uma gueixa. Com voz surpreendentemente profunda, como a de um homem muito maior convida para olhar uma coleção de fotografias. Na sala de estar, dois tronos roxos de cada lado da lareira e ao longo de um corredor, fotos penduradas de si mesmo, em diferentes estados de despir-se. No fim deste corredor, uma leve cortina flutua: é a minha sala, é privada, sussurra Prince. Mais tarde, na sala de jantar, comendo uma tigela de sopa de cenoura, ele falou sobre a sua conversão, após dois anos de uma longa discussão. Disse que é contra o casamento gay e a adoção e aponta para uma Bíblia.
postado por
Mara*
3
comentários
categoria: fatos e fotos, música e sexualidade
sábado, 15 de novembro de 2008
kim petras
Kim Petras nasceu Tim Petras. Uma adolescente alemã que foi diagnosticada aos 12 anos como transexual depois de passar por várias perícias com médicos e psiquiatras. Kim é a pessoa mais jovem a iniciar um tratamento de redesignação sexual. Artificialmente foi interrompida a puberdade masculina com injeções hormonais e mais tarde administrados hormônios femininos para o desenvolvimento dos seios e para a futura cirurgia de mudança de sexo.
Kim Petras agora tem 16 anos, e há muito tem cabelo loiro e olhos azuis e a sua história gerou debates entre a comunidade médica sobre qual seria o melhor momento para iniciar tratamentos deste tipo. Atualmente, alguns países permitem a interrupção da puberdade através de hormônios, pensando em tornar o processo de mudança de sexo mais tranquilo. Hoje, o mais importante para Kim é, definitivamente, a música e está fazendo um relativo sucesso na Europa com o single ‘Last Forever’, lançado este ano. Quando perguntada sobre o tratamento a que se submete, Kim não dá muita importância a isso, preferindo falar sobre desejo de tornar-se uma estrela pop e ser reconhecida pela sua música do que ouvir sobre a sua sexualidade.
postado por
Mara*
4
comentários
categoria: música e sexualidade
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
k.d.lang
O nome desta cantora e compositora canadense é Kathryn Dawn, mas o mundo inteiro a conhece como k.d.lang. E é assim mesmo, grafado com letras minúsculas. Só de ‘Grammys’, foram vários. Ela começou estudando música clássica e piano, depois deslizou para o cenário da ‘country music’. Assumiu sua homossexualidade em 1992, com seu look cheio de personalidade: cabelo máquina um e ternos. Participa de demonstrações a favor dos direitos dos homossexuais e de vários espetáculos para angariar fundos destinados à pesquisa da AIDS. Declaradamente de esquerda, ela não tolera republicanos, artistas ou não (leia-se Arnold Schwarzenegger e George Bush).
É vegetariana e militante ecológica, ativista da ‘Peta’, organização que luta contra o morticínio de animais. Quando gravou uma campanha nacional contra o consumo de carne bovina cujo slogan era ‘Meat stinks!’, os pecuaristas da região onde a cantora nasceu, não satisfeitos com um boicote feroz aos seus discos, picharam a placa da entrada da cidade canadense Consort, onde se lia ‘Home of k d lang’ com as palavras ‘Eat beef, dike!’ (coma carne, sapatona!).
Na música, foi rompendo as barreiras, misturando estilos, cantando baladas e jazz com voz aveludada e extremamente afinada, que contrasta com seu visual às vezes mais agressivo. De camisa branca aberta até o terceiro botão, terno preto, gel nos cabelos curtos e pés sempre descalços, a ‘musa’ sobe no palco e confunde os desavisados com seu visual masculino e voz doce e poderosa. Não é à toa que um de seus trabalhos se chama ‘Drag’, um culto à possibilidade de transformação entre feminino, masculino e as nuances intermediárias.
Para a maior parte da platéia, é esse paradoxo o grande encanto de lang, considerada um ícone gay para as lésbicas mais coroas, os seus shows reúne muitos casais de lésbicas jovens, e o clima é sempre de romantismo intenso com seu estilo muito sensual, o que a torna um fetiche irresistível para as mulheres. Carismática, desce à platéia jogando charme e galanteando o público com frases como: ‘Espero que este seja o início de uma longa história de amor entre nós’. Seu show é intenso e romântico, tanto para héteros quanto para homos.
Acha muita graça que algumas biografias a apresentam como andrógina canadense em vez de cantora. No entanto, concorda que ao assumir sua homossexualidade deu um grande trunfo para a gravadora que usou e abusou de tal imagem. Na capa da badalada revista americana ‘Vanity Fair’, por exemplo, posou de terno sendo barbeada pela modelo Cindy Crawford. Com uma namorada em cada porto, em 2000 namorou Leisha Hailey, a Alice de ‘The L Word’, a única atriz do seriado que se assume como lésbica.
postado por
Mara*
2
comentários
categoria: música e sexualidade
terça-feira, 8 de julho de 2008
marija serifović
Ela é gordinha, baixinha, usa óculos, é lésbica, cigana e tem um nome forte. Nascida na Sérvia, Marija Šerifović que parece discípula da incrível Beth Ditto, do ‘The Gossip’, vem de uma família talentosa. Sua mãe, Verica Serifovic é uma famosa cantora popular naquele país. Com apenas 22 anos, Marija foi a grande vencedora da 52ª edição do Eurovision 2007, maior festival de música pop da Europa que neste ano aconteceu em Helsinque na Finlândia. Marija venceu com a música 'Molitva' (oração), uma canção de amor sobre a ambigüidade entre Deus e o homem.
postado por
Mara*
1 comentários
categoria: música e sexualidade
terça-feira, 6 de maio de 2008
john michael stipe
John Michael Stipe é vocalista da banda de rock norte-americana R.E.M. É um pop star atípico. Excêntrico e carismático, feioso e desengonçado nunca deu a mínima para o glamour. Seu visual magérrimo e com a cabeça raspada chegou a suscitar boatos de que ele seria portador do HIV, o que o cantor nega com veemência. Stipe reluta em falar com a imprensa, mas às vezes usa a mídia de maneira surpreendente. Ele sempre foi muito vago sobre sua sexualidade, mas recentemente, durante um bate-papo informal assumiu sua bissexualidade. O cantor disse que começou a dar valor à verdade recentemente, reconhecendo que pessoas públicas que sejam abertas sobre suas sexualidades ajudam jovens com problemas de aceitação em outros lugares. ‘Desfrutei de sexo com homens e mulheres’, disse ele, que teria no currículo namoricos com o ator Stephen Dorff e com a destrambelhada cantora Courtney Love. Nascido em 1960 na Geórgia, Stipe passou a infância pulando de uma cidade para outra, seu pai era militar e vivia sendo transferido. No final da adolescência ele se fixou a fim de estudar artes plásticas. Pouco depois, conheceu o guitarrista Peter Buck e no começo da amizade, a principal diversão da dupla era freqüentar bares e shows da região vestidos de mulher. Em 1980, os dois se juntaram ao baixista Mike Mills e ao baterista Bill Berry para fundar o R.E.M.
Nos últimos vinte anos, poucas bandas causaram tanta admiração quanto o R.E.M. por ter realizado um feito raro, ao mesmo tempo que sua popularidade crescia sem parar, a banda manteve a aura da época de sua fundação, quando só encontrava fãs nas rádios universitárias dos Estados Unidos. Para estourar, contudo, ela nunca recorreu a canções pop "assobiáveis", não simplificou seus arranjos nem barateou suas letras.
Acima de tudo, o R.E.M. contou com o enorme carisma do letrista e vocalista Michael Stipe, cuja carreira não se limita à música. Nos últimos anos, ele se revelou um ousado produtor cinematográfico. Bancou o impagável ‘Quero Ser John Malkovich’. No entanto, seu forte é criar canções que atravessam o tempo sem nunca cheirar a naftalina, ‘Losing My Religion’, com mais de dez anos, ainda soa novinha em folha.
postado por
Mara*
0
comentários
categoria: música e sexualidade
quinta-feira, 24 de abril de 2008
homenagem a um gay: tchaikovsky
Piotr Il'yitch Tchaikovsky, o compositor russo mais conhecido do planeta era homossexual, sofreu com o preconceito de contemporâneos e com inúmeras desilusões amorosas. A difícil experiência de vida foi a grande responsável por sua música, altamente emotiva, dramática e carregada de sentimentos. Tchaikovsky nasceu em 1840, na cidade russa de Votkinsk. Um dos seis filhos de uma família de classe média russa, segundo suas próprias palavras, teve as primeiras impressões musicais com as canções populares cantadas pela mãe. Aos cinco anos, aprendeu a tocar piano. filarmônica de nova york
Desde pequeno apresentava personalidade frágil. ‘Uma criança de vidro’, sintetizou a governanta que o educou. A paixão que nutria pela mãe talvez explique a idealização da figura feminina e a recusa em ver qualquer mulher como uma amante. A família decidiu que ele deveria tornar-se um advogado e o matriculou na Escola de Direito de São Petersburgo. Neste período, quando tinha 14 anos, ocorreu um dos piores episódios de sua vida: a morte da mãe, que desencadeou no adolescente uma profunda depressão, seguida por fortes crises.
Ao encerrar os estudos, Tchaikovsky começou a trabalhar no Ministério da Justiça. Ele era um péssimo funcionário e sentia-se desprezado por todos. Nesta época, passou um longo período gozando dos prazeres dos salões mundanos. Diversas vezes acreditou ter achado a mulher de seus sonhos, mas nunca o levavam a sério. Em uma carta a uma amiga, Tchaikovsky fez algumas definições em relação ao amor: "Você pergunta se eu conheci outro amor que não o platônico. Sim e não. Se a questão me tivesse sido colocada de outra forma: 'Você experimentou a felicidade de um amor completo?', minha resposta seria: não, não e não! Mas pergunte-me se sou capaz de compreender a força imensa do amor, e eu lhe direi: sim, sim e sim!".
Com pouco mais de 20 anos, mesmo "velho" para estudar música, ingressou no Conservatório de São Petersburgo. Lá, ele seguiu os cursos de composição, piano e flauta, além de adquirir noções de órgão. Um grande esforço fez com que ele progredisse rapidamente. Neste período, compôs as primeiras obras sérias, em especial, a primeira sinfonia, "Sonhos de Inverno". O trabalho quase o levou à loucura, causando-lhe angústias e alucinações.
Logo depois, realizou uma série de concertos internacionais e sua obra foi aclamada em diversas capitais européias. Apesar do sucesso crescente, a vida solitária, o temperamento amargurado e a extrema timidez o mantinham sempre à beira de um colapso nervoso. Com a esperança de resolver alguns de seus problemas, como a questão relacionada à sexualidade, contraiu um desastroso casamento, que não chegou sequer a se consumar. Separou-se em pouco tempo. Ele morreu em 1893, aos 53 anos, ao contrair cólera depois de beber um copo de água não fervida.
'valsa das flores' da suíte 'quebra nozes'
postado por
Mara*
0
comentários
categoria: homossexuais célebres, música e sexualidade
quarta-feira, 2 de abril de 2008
dana internacional
Dana International é uma cantora pop de Israel nascida com o nome de Yaron Cohen em Tel Aviv no ano de 1972, submeteu-se em 1993 a uma operação de mudança de sexo em Londres. Durante algum tempo viveu como Sharon Cohen, antes de adotar o nome artístico de Dana International. ‘Festival Eurovisão da Canção’ de 1998
De raízes familiares iemenitas, trabalhou como drag queen em discotecas gays de Tel Aviv, tendo sido descoberta pelo DJ Offer Nissim, que se tornou o seu mentor e produtor em vários discos. O seu primeiro sucesso em Israel foi ‘My Name's Not Sa'ida’, uma versão da canção ‘My Name's Not Susan’ de Whitney Houston.
Em 1993 lançou o seu primeiro álbum ‘Dana International’, disco de ouro em Israel. O seu segundo disco, ‘Umpatampa’ valeu-lhe o prémio nacional de melhor artista feminina. ‘Maganuna’ ("louca" em árabe) foi o nome do seu terceiro disco, cujo tema homônimo estava orientado para os fãs do mundo árabe.
‘Maganuna’ foi banido no Egito, país onde é conhecida como Saida Sultana, e onde Dana foi acusada de ser uma agente da Mossad cujo objectivo era corromper a juventude egípcia e proibida de entrar no país. O disco seria também banido na Jordânia. Estima-se que tenham sido vendidas milhões de cópias ilegais em ambos os países.
Famosa pela sua vitória no ‘Festival Eurovisão da Canção’ de 1998 com a canção ‘Diva’, gerou controvérsia em Israel, em particular nos setores do judaísmo ortodoxo, descontentes com o fato de uma transexual representar o país no concurso. O então secretário de Estado da Saúde, Shlomo Ben-Izri, membro do partido religioso Shas, vai à mídia e diz que Dana é uma abominação e envergonha Israel e que nem na cidade bíblica de Sodoma existiu alguém assim.
Apesar da controvérsia, a vitória de Dana no festival fez com que o então primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a recebesse como heroína nacional. Dana continua a fazer sucesso em Israel, onde é uma personalidade televisiva e protagonista de campanhas publicitárias.
onde Dana foi vitoriosa com a canção ‘Diva’
postado por
Mara*
0
comentários
categoria: música e sexualidade
terça-feira, 11 de março de 2008
a música mais gay do mundo
Durante as celebrações do 30º aniversário do ‘Mardi Gras’ australiano, o site same same realizou uma pesquisa entre seus usuários para saber qual "a música mais gay de todos os tempos". Através dos milhares de votos recebidos, formou-se uma lista com as 50 canções mais gays da história (listadas apenas as sete primeiras): para ouvir clique na setinha de play
1. "Dancing Queen", do grupo Abba
2. "YMCA", do Village People
3. "I Will Survive", de Gloria Gaynor
4. "It's Raining Man", das Weathergirls
5. "Xanadu" da Olivia Newton John
6. "We Are Family" das Sister Sledge
7. "I Want To Break Free" do Queen
O último lugar ficou com "Don't let the sun go down on me", de Elton John e George Michael (fonte: mixbrasil)
ou duas vezes na música que quiser
aguarde carregar
postado por
Mara*
1 comentários
categoria: música e sexualidade
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
antony hegarty
se você clicar na setinha vai ouvir ‘Blind’, uma canção muito, muito cool, e um dos maiores sucessos wébicos de 2008. Interpretada e composta por Antonny com a dupla ‘Hercules & Love Affair’ do DJ americano Andrew Butler. Antony Hegarty é um cantor e pianista inglês, que depois de passar sua adolescência na Holanda e, posteriormente, na Califórnia, com 19 anos mudou-se para New York, cidade classificada, por seu professor de arte performática, como se estivesse sendo banido para uma ilha de leprosos, como um lugar para pessoas como ele. Interessado pela vanguarda artística e os travestis, New York era mesmo o lugar dele. No lendário bar de drag-queens e travestis ‘Pyramid Club’, transforma-se numa estrela e lá cria a banda ‘Antony and The Johnsons’, banda de formação pouco convencional que mistura guitarra, baixo, dois violinos, cello, além do piano de Antony. Suas referências musicais sempre foram cantores de vozes fortes como Billie Holliday, Nina Simone, Klaus Nomi, cantor contra-tenor e barítono alemão, que transformou-se em um cantor cult novaioquino, mas a imagem e a figura de Boy George talvez seja sua maior inspiração. Em NY ele se achou. E era mesmo uma ‘ilha de leprosos’. Vivendo na comunidade infectada pela Aids, Antony viu desaparecer muitos de seus possíveis mentores. Este clima de morte, desespero, abandono, sexualidade, transformação e transexualismo foram determinantes na definição de seu estilo. O pianista adota um visual andrógino e aborda em suas músicas, como na canção ‘For Today I Am a Boy’ (por hoje sou um garoto), temas como a transexualidade. 'One day I’ll grow up, I’ll be a beautiful woman Usa perucas, maquiagens coloridas e derretidas, sobrancelhas mal desenhadas. E a androginia acompanha a voz, que é inclassificável, mas marcante que se esconde por trás de uma perfomance exótica e arrebatadora e um olhar ao mesmo tempo melancólico e esperançoso. Canções que sangram, mas apenas para provar vida. Pranteiam, mas a lágrima é lambida. Sorriem, pois nem só de gritos se faz uma libertação. Reza a lenda no mundo pop que Antony fez Lou Reed chorar. Ele viu em Antony um herdeiro legítimo das dores registradas nas suas composições. Antonny estreou no filme ‘Leonard Cohen: I'm Your Man’, documentário sobre o lendário cantor norte-americano.




One day I’ll grow up, I’ll be a beautiful girl
But for today I am a child, for today I am a boy.'

Quer seja ouvindo Antonny, agora também numa pista de dança, quer seja ouvindo suas esperanças ou sobre o seu limbo de androginia como na canção 'You Are My Sister', o piano abraça tudo o que jorra das palavras honestas de Antony.
postado por
Mara*
1 comentários
categoria: música e sexualidade
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
venus flytrap
a primeira girl band transexual
postado por
Mara*
0
comentários
categoria: música e sexualidade
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
bearforce1
Parece que a comunidade ursina mundial, finalmente, começa a ganhar o mainstream e também se torna um celeiro de projetos e novidades bacanas dentro da comunidade GLBT. Se nos últimos tempos as festas exclusivas para ursos no Brasil e para bears ao redor do mundo vem atraindo cada vez mais público e interesse, agora é a vez dos corpulentos e barbados também mostrarem a que vieram na música.
Acaba de surgir a primeira banda do planeta formada exclusivamente por ursos. 'Bearforce1', como foi batizado o projeto musical, é uma banda gay e formada por quatro integrantes, Yuri, Robert, Peter e Ian (um de Belfast, na Irlanda do Norte, e três de Amsterdam), que se conheceram no verão norte-americano.
A boyband às avessas começa a fazer sucesso na rede, parte pelo remix ultragay que fizeram com vários clássicos da disco como "I Feel Love", "You Make Me Feel (Mighty Real)" e "Boys Boys Boys", parte por sua página oficial cheia de fofuras e ursinhos. Mais fofos, impossível!
postado por
Mara*
0
comentários
categoria: música e sexualidade
sábado, 1 de setembro de 2007
beth ditto
Beth Ditto estampou a capa da revista inglesa New Music Express completamente nua. Nenhum espanto se a revista fosse a Playboy ou se a garota da capa fosse magra. Mas Beth Ditto vai contra a corrente. Lésbica, gorda, feminista e sem vergonha do próprio corpo, a vocalista do 'The Gossip' é, atualmente, um dos maiores (sem duplo sentido) ícones da cultura alternativa. Por cultura, quero dizer música, comportamento e estética. A ditadura da beleza magra e anoréxica não seduz Beth Ditto. Eleita a artista mais "cool" do ano passado pela própria NME, a cantora não poupa saliva para defender suas idéias. Ela diz simplesmente que gosta de comer e não faz nenhuma questão de se parecer com Britney Spears que, aliás, julga "horrível". Bem humorada, iconoclasta e consciente, se posiciona contra o sexismo e a homofobia com natural tranqüilidade: "Ser homo e feminista é algo que transpira dos meus poros". "Standing In The Way Of Control", mega sucesso do 'The Gossip', é uma crítica à homofobia do governo Bush. Ditto faz de tudo para peitar o puritanismo hipócrita da América conservadora. No calor dos shows, ela costuma tirar a camiseta e ficar só de sutiã. Meses atrás, tirou o vestido durante uma apresentação no festival texano "South by Southwest", exibindo calcinha e sutiã pretos. Terminada a música (que começou com "Smells Like Teen Spirit" e terminou com "Standing In The Way Of Control") a vocalista deu um mosh e se jogou para os braços do público. Delírio total!
Nas fotos centrais da recente NME, a cantora aparece segurando uma maçã e exibindo enormes marcas de batom pelo corpo nu. Ditto parece escrever uma nova gênese para a mulher no mundo pop: a Eva do século 21 pode ser lésbica, gorda e provocativamente feminista. Adão não tem a menor chance nesta mitologia Gossipniana. Aparentemente imune às armadilhas do sucesso, Beth Ditto diz não se sentir famosa. A formação punk e a crítica aguda ao capitalismo e à política patriarcal parecem lhe servir de antídotos contra as ilusões de grandeza típicas do mundo de celebridades que ingressou quase sem querer. O fato é que ela valoriza suas ligações com underground, a cultura queer e o feminismo punk, mantendo-os sempre em pauta. No ano passado, por exemplo, perguntada se conhecia música brasileira, respondeu à Folha de S.Paulo que adora o Dominatrix (banda punk feminista fundadora do riot grrrl no Brasil). Mas voltando à capa do NME, a própria revista lembra que esta não foi a primeira vez que Ditto tirou a roupa para uma publicação. Há cinco anos a vocalista do 'The Gossip' deixou-se fotografar nua para um ensaio na revista lésbica pornográfica "On Our Backs". Aliás, posou acompanhada por seu namorado transexual (uma garota que fez a transição para o sexo masculino) com quem vive até hoje. Em se tratando de papéis sexuais e imagem corporal, Beth Ditto faz questão de se declarar absolutamente livre para ser o que é e amar quem bem quiser.
(por Vange Leonel)
"Uma pessoa que posa assim na capa de uma revista - você acha que ela está ligando para alguma coisa? Você acha que paira na cabeça dela qualquer dúvida sobre quem ela é e como ela quer aparecer? Você acha que ela está ligando para o que os outros acham dela? Toda vez que eu tiver de explicar o que eu acho que é alguém com personalidade eu vou sacar essa foto para mostrar. Taí alguém que não faz concessões: quer gostar de mim? Tem que ser assim... E você acha que os fãs foram embora?" (Zeca Camargo)
‘The Gossip’ não é exatamente uma banda nova (surgiu em 1999), mas nos últimos meses, tem sido apontada como a coisa mais "cool" do universo.
postado por
Mara*
0
comentários
categoria: música e sexualidade


.jpg)


.jpg)



















